PARQUE NACIONAL APARADOS DA SERRA

1ª PARTE

2ª PARTE

3ª PARTE

4ª PARTE

5ª PARTE

INFORMAÇÕES IMPORTANTES:

 

QUANDO IR:

Prefira ir naquela época em que o frio não seja muito forte e quando as chuvas diminuem e o sol começa a predominar, pois assim as cachoeiras ainda estarão cheias e as trilhas ficarão boas de se caminhar, ou seja, de março a maio e de setembro a novembro.

 

O QUE LEVAR:

Leve meias especiais, esparadrapo e algodão, repelente, protetor solar, boné, óculos de sol, roupas de uso pessoal (prefira as de nylon ou de material leve), um bom GPS com as coordenadas já marcadas, power bank (carregador para aparelhos eletrônicos), lanterna de testa, aparelhos eletrônicos pessoais, barras de cereal, bananas desidratadas, uma ou outra bebida energética, etc.

Leve um Específico Pessoa para amenizar eventuais picadas de animais peçonhentos para as primeiras horas.

Leve também roupas de banho e um casaco para eventuais noites de vento fresco. No inverno é preciso levar casacos mais fortes e robustos e os banhos nas cachoeiras são mais raros.

 

COMO CHEGAR:

Chega-se ao PARNA por vários caminhos. O mais comum é vindo de Porto Alegre-RS, passando por Tainhas-RS e chegando à Cambará do Sul-RS. Por Praia Grande-SC tem a beleza da Serra do Faxinal para admirar.

           

CIDADES DE APOIO:

Tanto Cambará do Sul-RS quanto Praia Grande-SC boa estrutura para os turistas.

 

ATRAÇÕES:

O PARNA possui trilhas, mirantes, rios cristalinos, corredeiras, cachoeiras, museu e assim como o PARNA ao lado (Serra Geral) possui o maior complexo de canyons do Brasil. Vale à pena apreciar a culinária local dos dois estados e para os mais corajosos há passeios de balão.

 

DICAS:

Procure ir sempre de calça e camisa manga longa de tecidos finos para se proteger do sol e dos mosquitos.

Nunca faça as trilhas sozinho.

Leve muita água para e beber.

Cuidado para não escorregar nos penhascos e pedras.

                       

RISCOS:

Raios, ventanias, chuvas, desmoronamentos, deslizamentos, etc.

Onças-pardas, animais peçonhentos e outros animais selvagens.

Acidentes de forma geral, se perder, quedas bruscas, cortes, picadas, mordidas, etc.

 

DIÁRIOS:

Estive por ali há muitos anos atrás e este também foi um dos primeiros PARNAs que conheci. Naquela época conheci o canyon Itaimbezinho e sua cachoeiras, ou seja, a Véu de Noiva e as Andorinhas. Por ali não existia uma boa estrutura e tudo era bem selvagem, sem sinalização e de difícil acesso. Lembro-me de ter visto uma lebre, alguns insetos, ovelhas e lindos campos verdes. Quando eu estava no canyon Itaimbezinho apareceu uma neblina e o cobriu rapidamente. Vi pela primeira vez algumas árvores com teias de seda de lagartas e achei que fossem de aranhas.

Já em Cambará do Sul-RS depois de muitos anos, fiquei num hotel ali no centro próximo da bonita igreja matriz e da Rua Coberta, a qual possui uma armação de aço bem forte, mas que ainda não estava concluída. Nesses dias que fiquei ali fazia muito frio, tipo uns 6º a 8º C. Quando eu ia jantar num restaurante de costume as pessoas estavam bem agasalhadas e a comida era farta e barata.

Em outro dia após ter explorado o PARNA Serra Geral, ainda estava cedo para voltar à Cambará do Sul-RS e então resolvi ir a uma tal de Laje da Lu que fica logo ali perto da cidade e com a maior parte do percurso de asfalto. Depois de alguns kms entrei à direita, passei por uma fazenda, vi alguns capins-dos-pampas e cheguei à Laje da Lu sobre o rio Garrafa. Achei o lugar muito bonito e logo avistei alguns marrecos-pardos e uma garça-branca. Por ali tem um trecho com uns 40 m de travessia sobre o rio Garrafa e sem ponte. Resolvi arriscar e atravessei a laje bem devagar. Cai em alguns pequenos buracos e mantive o carro na parte mais rasa até que consegui atravessa-la. Levantei o drone e vi uma cachoeira ali na frente da passagem rasa e a chamei de cachoeira da Lu. Ela deve de ter uns 5 m de altura. Vi uma rãzinha bem pequena e uma mariposa amarela pertos de uma pequena lagoa. Percebi que por ali havia algumas reses, mas as mesmas estavam do outro lado do PARNA. Depois apareceram cinco seriemas e as fotografei. Percorri alguns kms ali na frente e vi lindos campos e muitas araucárias. Mais para frente vi uma jaratataca-listrada ou gambá-listrado saindo de algumas raízes expostas, uma Maria-preta e um tico-tico que não parava quieto. Depois vi uns cogumelos orelha-de-pau, um tipo de flor chamada de dente-de-leão, uma margarida-silvestre, um líquen cinza sobre uma pedra e uma borboleta diferente. Voltei e atravessei novamente o rio Garrafa com todo cuidado. Valeu à pena ter ido ali.

Ontem à noite no hotel onde eu estava chegaram uns argentinos nojentos de moto fazendo uma barulheira danada, batendo as portas e falando alto. O pior foi que o recepcionista instalou os infelizes perto do meu quarto. Depois o meu chuveiro queimou, talvez pelo excesso de gente por ali naquela parte do hotel e então reclamei para o recepcionista e aproveitei e pedi o cumprimento da Lei do Silêncio por aquele povo ali recém-chegado. De madrugada, mesmo estando frio, os malucos ligaram os ares condicionados e fez um barulhinho chato, apesar de que as condensadoras estavam do lado fora dos quartos. Depois um dos imbecis roncava tão alto que dava para ouvir em toda aquela parte do hotel. Putis, que saco! Mesmo assim, felizmente consegui dormir e acordei às 6 horas.

Passei na Secretaria de Turismo para me informar se seria possível atravessar o PARNA do canyon Itaimbezinho até o outro lado onde se encontra a RS-020, próximo da Laje da Lu, mas não souberam me informar, e então me pediram para falar com algumas agências de turismo dali da cidade. Essas agências só começavam a funcionar lá para às 9 horas e após ter esperado por um tempo e ter ligado em vão para algumas delas resolvi sair dali às 8h30 rumo ao canyon Itaimbezinho pela estrada da Serra do Faxinal. Tinha um asfalto logo que saía da cidade e depois vinha a estrada de terra com muitas pedras. A estrada passava beirando o PARNA Serra Geral e o visual dos campos de altitude era muito bonito. Havia algumas matas de araucárias, principalmente no topo dos morros. Cheguei à entrada do PARNA Aparados da Serra e do outro lado havia uma outra entrada que só passava 4×4 para a parte de cima do canyon Malacara no PARNA Serra Geral. Estes dois PARNAs são colados um no outro e o da Serra Geral foi criado porque naquela época era mais fácil criar um novo PARNA do que aumentar o já existente, que no caso era o Aparados da Serra.

Após entrar no PARNA Aparados da Serra quando fui chegando ao estacionamento vi um graxaim (espécie de raposa) correndo na minha frente. Consegui fotografa-lo no celular e o danado não parou para que eu usasse a máquina profissional com o seu potente zoom. Estacionei o meu carro ali e comecei a caminhar passando pelo mirante do Vértice, de onde foi possível avistar o imponente canyon Itaimbezinho com os seus paredões laterais formando um vértice. Avistei também a cachoeira Véu de Noiva e depois a das Andorinhas e fui contornando o canyon numa trilha com esta última cachoeira sempre na minha frente. Havia lindas araucárias e muitas samambaias e depois que a trilha acabou entrei numa mata nebulosa mais fechada do que aquela que vai rumo à cachoeira do Tigre Preto e à Pedra do Segredo no PARNA Serra Geral. Essa mata se chama assim porque a qualquer momento a neblina pode vir e deixar tudo “tampado”. Havia várias araucárias por ali e o chão estava cheio de pinhões caídos delas. Vi vários líquenes, musgos e bromélias. Voltei e encontrei outra trilha que ia rumo à Casa da Vó Maria. Vi uma nascentezinha e passei pelo lindo campo até a tal fazenda. Ao chegar lá vi que no local vendia-se vários artesanatos, doces, pastéis e etc. A casa tinha mais de 80 anos e aquelas senhoras que ali moravam disseram que nunca iriam sair dali. Seria talvez aquela velha história do ICMBio ganhar a posse da terra por desistência das pessoas que estavam nas áreas dos PARNAs e por não aceitarem as indenizações. Fiquei na tentação de provar um tal pastel de pinhão, mas acho que não teria um bom sabor.

Voltei caminhando com uma turma que estava ali também na Casa da Vó Maria e resolvi alugar uma bike ali no estacionamento para ir até o mirante Cotovelo. Comecei a trilha e logo passei pelo rio da cachoeira das Andorinhas numa ponte de madeira. Vi um bicho-pau ou Mané-magro e algumas plantas exóticas como a urtigão com uma folha de quase 1 m de diâmetro, muitos tipos de samambaias e tabocas (bambu com espinhos). Havia várias pessoas também naquela trilha e depois de um tempo cheguei à cachoeira Véu de Noiva e à primeira parte do mirante Cotovelo. Achei a vista dali muito bonita, pois a gente vê a parte onde se inicia o canyon lá no Vértice e na cachoeira das Andorinhas e a outra parte que segue rumo à Praia Grande-SC. Lá em baixo os dois rios dessas duas cachoeiras se encontram e formam o rio do Boi. Engraçado que a divisão dos dois estados (RS e SC) é da seguinte forma: a maior parte de cima dos canyons pertence ao RS e a maior parte de baixo a SC. Pedalei mais um pouco ali e cheguei à segunda parte do mirante Cotovelo, onde havia uns banquinhos de tronco de madeira e com um outro ângulo do canyon. Havia algumas “manchas vermelhas” numa certa parte dos paredões do canyon e só as percebi ao utilizar o zoom da máquina profissional. Levantei o drone e consegui ver o início do canyon Itaimbezinho do lado direito e entre os seus paredões consegui avistar até onde caminharíamos no outro dia por dentro dele. Continuei e vi que tinha uma trilha que seguia rumo às nascentes do rio Camisas e que saía lá na RS-020. Fui pedalando ali nela sozinho e encontrei alguns pica-paus-amarelos, algumas bromélias e muitas matas de araucária. Vi algumas gralhas-azuis e fui me aproximando devagar até que consegui fotografar uma delas. Passei por uma torre de observação, depois por uma casa abandonada e depois por outra torre de observação. Vi um gavião-chimango que fez pose para eu fotografa-lo. Depois cheguei à guarita do PARNA, onde não havia ninguém e logo em seguida a uma porteira, onde havia uma pontezinha de madeira sobre o rio Camisas com algumas plantas aquáticas, pequenas árvores com barbas-de-velho e um marco do ICMBio. Faltava uns 8 km para eu chegar à RS-020 e resolvi seguir adiante. Depois apareceram lindos campos e algumas lagoas.

Já estava ficando tarde e então resolvi voltar. Devolvi a bike e fiz um lanche ali numa boa lanchonete próxima da administração do PARNA. Depois fui ao banheiro e ao museu ver o seu acervo.

Acordei de madrugada meio ansioso, mas depois coloquei um pensamento positivo na minha cabeça e voltei a dormir. Despertei depois às 7 horas e fui tomar o maravilhoso café colonial. Hoje eu passaria ao mesmo tempo no PARNA Aparados da Serra e no Serra Geral, pois suas atrações estavam bem próximas umas das outras. O secretário de turismo dali da cidade estava ali e conversei com ele se seria possível ir comigo à parte de cima do canyon Faxinalzinho no PARNA Aparados da Serra. Ele estava doido para ir comigo, mas não podia porque teria uma reunião em breve, e então disse que eu poderia ir tranquilo e que conseguiria chegar lá. A única regra seria abrir e fechar as porteiras quando passasse.

Fui lá então sozinho e depois de alguns kms no asfalto virei à esquerda depois daquela entrada da Laje da Lu. Passei por alguns eucaliptos e algumas fazendinhas e a estrada foi ficando bem cheia de pedras pontiagudas. Depois passei por uma lavoura e cheguei a um colchete que estava trancado com cadeado. Observei no Google Maps que era ali mesmo que eu queria chegar e então manobrei o carro para deixa-lo pronto para a volta e percebi que um dos pneus traseiros estava furado. Putis, que droga! Ainda bem que o carro ficou num piso plano e firme e pude trocar o pneu ali mesmo. O chato foi que o macaco estava cheio de graxa. Depois levantei o meu drone bem alto e o levei a uns 500 m a frente dali para filmar o início do canyon Faxinalzinho somente a uns 200 m de distância dele. Vi também o rio de mesmo nome que seguia rumo ao abismo do canyon. Que incrível! Cheguei a avistar a Pedra Branca a uns 9 km dali.

Depois retornei à Cambará do Sul-RS e fui consertar o pneu furado. O borracheiro disse que ele estava com mais de seis furos e então resolvi comprar um novo para não ter problemas. Arrumei as malas e saí do hotel para ir rumo à Praia Grande-SC, pois a caminhada que eu faria amanhã dentro do canyon Itaimbezinho ficava mais próxima desta cidade e eu não precisaria retornar toda a estrada da Serra do Faxinal.

Comecei a descer a Serra do Faxinal, a qual estava sendo arrumada com camadas de mais de 20 cm de concreto. Uma obra que ficará muito bem feita. Vi outros urtigões por ali. Logo depois de uma curva bem fechada havia um parador que dava acesso a um morro redondo, chamado de Morro dos Cabritos, onde havia uma trilha. Percebi que as pessoas por ali subiam para admirar o visual e resolvi ir lá também sozinho. No começo peguei uma trilha meio errada do lado esquerdo e foi meio difícil subi-la por causa dos abismos. Cheguei ao cume após quase 50 m de altura e fiquei impressionado com o visual. Deu para ver todo o vale, as cidades de Praia Grande-SC e de Torres-RS e boa parte do mar. Caminhei mais um pouco em direção a direita e vi a trilha do rio do Boi que entra no canyon Itaimbezinho e que eu a iria fazer amanhã.

Depois acabei de descer toda a Serra do Faxinal virei à direita rumo à Pedra Branca e à Ponte Invertida ou Curvada, onde terminaria num quilombo. O visual por ali era bem legal com muitas plantações de banana e de eucaliptos. O rio Mampituba estava o tempo todo do meu lado esquerdo e vi um coró-coró voando baixo. Parei numa ponte pênsil de uns 60 m de comprimento sobre o rio Mampituba e comi umas bananas deliciosas. Comecei a avistar um morro com seu cume branco. Logo ao lado dele foi aparecendo outro com pedras bem brancas no seu cume também e deduzi que ali seria o morro da Pedra Branca. Fui me aproximando cada vez mais, passando por dezenas de sítios e finalmente cheguei à Ponte Invertida ou Curvada, que na verdade não era uma ponte, mas sim uma concretagem em cima do rio Faxinalzinho, o qual é afluente do rio Mampituba. Ali existia até uma cachoeirinha. Uma ponte de verdade está logo ali na frente. O local era lindo e com muitos lírios. E pensar que esta planta não é nativa do Brasil e se encontra em diversas áreas da Mata Atlântica. Vi algumas ervas-de-rato e beris-silvestres e depois fui até um quilombo ali por perto. Fotografei e filmei bastante por ali, onde dava para ver também a Pedra Branca do outro lado do rio Mampituba. A Ponte Invertida ou Curvada estava dentro do PARNA Aparados da Serra e o quilombo se encontra a apenas uns 100 m do PARNA Serra Geral. Já a Pedra Branca não se localizava dentro de nenhum desses PARNAs e está apenas a cerca de 1,1 km do PARNA Aparados da Serra. À noite achei muito interessante quando fui à praça da igreja matriz de Praia Grande-SC, pois havia muitas curicacas que se amontoaram nas suas duas torres para dormirem.

Após o café da manhã que tomei numa padaria ali perto do hotel em Praia Grande-SC fui ao local de encontro com o guia que iria nos levar ao canyon Itaimbezinho pela parte de dentro numa caminhada de uns 16 km ida e volta. Cheguei lá e ainda tive que esperar meia hora para que o resto do pessoal chegasse, pois muitos tinham feito um passeio de balão por ali bem cedo. Alguns meses depois eu iria ouvir a notícia de uma tragédia que aconteceu num desses passeios de balões por ali e ainda bem que eu não quis ir. Depois que passamos por várias plantações de bananas e de eucaliptos novamente seguimos rumo à entrada do PARNA e iniciamos a caminhada. Passamos por uma subidinha meio puxada no começo e começamos a ver vários líquenes, bromélias exóticas, palmeiras juçaras e outras plantas nativas. Vimos alguns resquícios dos antigos moradores daquela área, como muros de pedra, panelas de ferro, garrafas de vidro, telhas e etc. Após uns 3 km de caminhada atravessamos pela primeira vez num total de 18 travessias o rio do Boi, que para mim deveria se chamar “dos Bois”. O nosso guia explicou que ele se chama assim porque antigamente era comum ver os cadáveres “dos bois” que caiam lá de cima dos abismos e eram levados pelas chuvas fortes naquele rio até a cidade. A água estava gelada e em algumas dessas travessias teríamos que dar as mãos uns para os outros para nos apoiarmos melhor. Vi algumas caliandras-vermelhas e uma flor de embiruçu. De repente apareceu um cachorro de pelo bonito que estava assustado e perdido. Demos um pouco de comida para ele e o mesmo nos acompanhou até encontrarmos outro grupo de pessoas que estava voltando da caminhada. O danado atravessava as corredeiras com a maior facilidade. O nosso guia chamou pelo rádio o ICMBio para irem resgata-lo de lá. Depois encontramos os primeiros paredões dos dois lados, algumas borboletas e um vespeiro enorme feito num desses paredões. Passamos pela cachoeira Leite Moça e logo depois pela Braço Forte. Continuamos a caminhada e as travessias pelo rio do Boi e chegamos à cachoeira Miosol. Passamos pelo morro da Pirâmide aos fundos e depois vimos algumas bromélias misturadas com begônias, líquenes e outros tipos de bromélias. Uma delas tinha aquele penachinho amarelo com laranja. Um palmito juçara adulto se destacou mais para a frente. Numa parte onde havia um pequeno canyon que se juntava ao Itaimbezinho vi uma cachoeira escondida. Paramos no final da trilha e algumas pessoas do nosso grupo tomaram banho naquela água super gelada. Aproveitei e levantei o meu drone a uns 160 m e não consegui ver os topos do canyon que se encontram a uns 250 m de altura. Em compensação, numa parte onde havia um pequeno canyon que se juntava ao Itaimbezinho vi uma cachoeira escondida e a batizei deste nome. Deu para ver também com o drone o paredão que se encontra em frente do mirante Cotovelo, onde eu estive ontem. O nosso guia me disse que várias pessoas haviam perdido seus drones por ali e então resolvi descê-lo após ter feito lindas filmagens. A caminhada até o mirante Cotovelo foi proibida porque houve vários desmoronamentos por ali, principalmente num trecho que estava logo a nossa frente com uma negatividade de uns 20 m para dentro do paredão. Agora teríamos que voltar todo o trecho e depois o difícil seria secar os tênis.

 

SUGESTÕES:

Deveriam permitir a caminhada dentro do canyon Itaimbezinho até o mirante Cotovelo, contanto que as pessoas assinassem um Termo de Assunção de Risco expedido pelo ICMBio, pois o perigo está a todo momento desde o momento em que se entra nesse canyon.  

Deveria existir mais trilhas em outros trechos do PARNA.

 

OBSERVAÇÃO:

As informações aqui contidas são meras experiências passadas por mim neste PARNA e em suas redondezas. Portanto, não me responsabilizo pelos riscos e problemas que possam acontecer e nem em garantir que tudo dará certo para propensos visitantes a este PARNA e as suas redondezas. Cabe a cada propenso visitante se responsabilizar pelas suas decisões e atitudes, procurando sempre um comportamento lícito e compatível com o local, com a fauna, com a flora e com as pessoas ali residentes e nativas. Além de que deverá seguir as regras do ICMBio, as regras de segurança e o uso adequado de seus equipamentos durante toda a visitação deste PARNA e de suas redondezas.