Prefira ir no calor, apesar das chuvas de verão. A chance de avistar animais selvagens é grande em todo o ano, porém, no verão eles ficam mais agitados e saem mais de suas tocas.
O QUE LEVAR:
Leve a autorização concedida pelo ICMBio e avise o chefe do PARNA pelo menos 15 dias antes de sua ida. Além disso, leve uma boa bota de cano longo (as de borracha espessa protegem tanto de picadas de cobras quanto de se molhar ao atravessar charcos e pântanos), meião ou meias especiais, esparadrapo e algodão, repelente, protetor solar, boné, óculos de sol, roupas de uso pessoal (prefira as de nylon ou de material leve), um bom GPS com as coordenadas já marcadas, power bank (carregador para aparelhos eletrônicos), lanterna de testa, aparelhos eletrônicos pessoais, barras de cereal, bananas desidratadas, uma ou outra bebida energética, produtos de higiene pessoal, etc.
Leve um Específico Pessoa para amenizar eventuais picadas de animais peçonhentos para as primeiras horas.
Leve também roupas de banho e um casaco para eventuais noites de vento fresco. No inverno é preciso levar casacos mais fortes e robustos e os banhos nas cachoeiras são mais raros.
COMO CHEGAR:
Chega-se ao PARNA por vários caminhos oriundos dos três estados sulistas. Curitiba-PR é a capital mais próxima. Depois deve-se chagar até Ponte Serrada-SC ou Passos Maia-SC.
CIDADES DE APOIO:
Ponte Serrada-SC e Passos Maia-SC. Ambas com possuem estruturas e boas rodovias e estradas ao redor. Passos Maia-SC é mais simples, porém, mais acolhedora.
ATRAÇÕES:
Araucárias, cachoeiras, corredeiras, trilhas, caminhadas, mirantes e avistamentos de animais selvagens.
Nas redondezas há comidas típicas, as Quedas do rio Chapecó, a Casa de Pedra, a Ponte Baixa, etc.
DICAS:
Não deixe de pegar autorização no ICMBio para qualquer lado que for ao PARNA.
Procure ir sempre de calça e camisa manga longa de tecidos finos para se proteger do sol e dos mosquitos.
Nunca deixe de ir acompanhado com guias que conheçam bem a região.
RISCOS:
Raios, ventanias, chuvas fortes, quedas de árvores, etc.
Animais peçonhentos e outros animais selvagens.
Acidentes de forma geral, se perder, afogamentos, quedas, cortes, picadas, mordidas, etc.
DIÁRIOS:
Depois de ter passado no Ponto Extremo Meridional do Brasil em Sta. Vitória do Palmar-RS fui em direção à Ponte Serrada-SC e Passos Maia-SC, onde se localiza o PARNA Araucárias. Este seria o primeiro e único PARNA que eu conheceria onde se encontram a Floresta de Araucárias com a Mata Atlântica. Ali também se encontra a serpente das Araucárias, endêmica da região, e o restante de 1% das Araucárias.
Em Passos Maia-SC procurei alguém para me acompanhar na exploração do PARNA e encontrei um senhor que trabalhava na prefeitura e que as vezes fazia bico de guia. Deu certo e já combinamos tudo.
Saímos cedo no outro dia ao assentamento Zumbi I. No caminho encontramos várias plantações de pinus e de eucaliptos nas bordas ou limites do PARNA. Vi algumas reses e muita madeira cortada nas redondezas do PARNA por ali. Entramos no PARNA e logo apareceram árvores da Mata Atlântica ao mesmo tempo com as Araucárias e xaxins gigantes. Vi alguns cogumelos e líquenes nas mediações do rio Chapecozinho. Logo chegamos à cachoeira da Prainha, onde tivemos que atravessar o rio caminhando sobre algumas pedras. Chegamos à linda cachoeira do Zumbi 1 a aproveitei para tomar um banho naquele calorão de lascar.
Já no outro dia fomos rumo à fazenda Tupi. Passamos por algumas hortênsias, mais Araucárias e pinus. Após autorização para entrarmos na fazenda, vimos uma tora gigante de imbuia ali próximo da recepção. A bicha era maior do que o carro em estávamos. Vimos ovelhas, impalas, renas, e avestruzes, porém, todos em seus cercados. Depois numa lagoa vimos curicacas. Subimos uma das várias torres de observação e a vista foi maravilhosa com várias Araucárias de se perder de vista misturadas com a Mata Atlântica. Deu para ver alguns jacus que andavam por ali também e algumas flores raras e musgos nos caules das Araucárias. Só não entendi o porquê de uma jaula ali por perto.
Hoje iríamos fazer uma trilha, a qual atravessa o PARNA no seu centro desde o leste até o oeste, passando por uma Casa Velha e abandonada. Havia muito desmatamento na borda do PARNA e depois que entramos vimos samambaias e xaxins gigantes. Achei interessante uma Araucária que se regenerou após ter sido cortada. É a força pela sobrevivência. O caminho é bem tranquilo numa estradinha de terra parecendo-se com aquelas de fazendas. Vimos várias folhas de Araucárias no chão que são ótimas para se fazer fogo e algumas toras desta árvore antigas. Passamos por alguns campos ou estepes e próximo de uma outra tora velhas de Araucária vimos uma jararaca-preta que é a tal de serpente das Araucárias e endêmica da região. Ainda bem que ela estava atravessando a estradinha porque senão seria meio difícil vê-la a tempo. Mais para frente vimos um graxaim-do-campo que parou nos observar também. Depois ele entrou na mata e saiu tranquilo. Vimos também um urubu-rei, uma coruja-cupinzeira, araçari e a linda e rara gralha-azul que se alimenta dos pinhões produzidos pelas Araucárias. Ao fotografar um marreco que estava numa lagoazinha vi um bando de papagaios-charão com suas lindas cores. Também vimos outros pássaros, cogumelos e várias flores. Alguns pés de erva-mate apareciam de vez em quando e se não fosse o meu guia me mostra-los eu não saberia. Passamos pela Casa Velha e depois foi um show de florestas de Araucárias para todos os lados. Atravessamos todo o PARNA e á noite fomos comer um churrasco tradicional.
O plano daquele dia era o de ir à área Nordeste do PARNA e o que desse para conhecer. Passamos por lindas fazendas e depois por um campo cheio de flores amarelas. Subimos um mirante que deu para ver o lago da UCH de Passos Maia-SC e depois fomos na gruta N. S. de Lourdes. Aproveitamos e conhecemos a Casa de Pedra com seu forno e outros objetos antigos. Suas paredes medem quase 1 m de largura. Vimos um pé de butiá, que é uma palmeira típica da região. Passamos também na Ponte Baixa sobre o rio Chapecó no município de Ponte Serrada-SC, a qual foi construída no século passado na década de 70. Ela se encontra a somente cerca de 1 m de altura do rio e possui um lajedão para se tomar banhos e um camping ao lado com as árvores repletas de barbas-de-velho. Achei interessante um tipo de escada nos dois lados de uma cerca para atravessa-la sem problemas. Depois fomos às Quedas do rio Chapecó em Abelardo Luz-SC. O balneário é bem legal e as quedas são várias, sendo a principal delas bem impressionante. Alguns malucos estavam saltando delas. Aproveitei e tomei um banho refrescante ali também.
SUGESTÕES:
Deveria de ter mais trilhas e bem sinalizadas em várias áreas do PARNA.
OBSERVAÇÃO:
As informações aqui contidas são meras experiências passadas por mim neste PARNA e em suas redondezas. Portanto, não me responsabilizo pelos riscos e problemas que possam acontecer e nem em garantir que tudo dará certo para propensos visitantes a este PARNA e as suas redondezas. Cabe a cada propenso visitante se responsabilizar pelas suas decisões e atitudes, procurando sempre um comportamento lícito e compatível com o local, com a fauna, com a flora e com as pessoas ali residentes e nativas. Além de que deverá seguir as regras do ICMBio, as regras de segurança e o uso adequado de seus equipamentos durante toda a visitação deste PARNA e de suas redondezas.